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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Para não dar cabeçadas


 Criança quando bate a cabeça quase sempre é motivo de pânico para a mãe, o pai ou quem mais estiver por perto. Prevenir é o melhor, mas um galo ou outro será inevitável na vida de seu filho. Saiba o que fazer quando se deparar com esse acidente tão típico da infância


A CABEÇA DO BEBÊ

Os bebês geralmente ficam em locais muito altos se levarmos em conta o seu tamanho – isso inclui o seu colo –, e uma queda fica mais perigosa. Os riscos aumentam quando eles começam a se movimentar sozinhos. Mas sabe aquela coisa de dizer que a natureza é sábia? “A cabeça do bebê é mais resistente aos traumatismos já que, como ainda está em crescimento, tolera melhor pequenos aumentos da pressão intracraniana”, explica o pediatra Márcio Moreira, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Isso também diminui os riscos de fraturas. Por outro lado, uma lesão interna é mais difícil de ser identificada.
 
MOLEIRA E O DESEQUILÍBRIO

Você sabia que a cabeça do bebê mede um terço de seu tamanho total ao nascer e atinge 50% em poucos meses? Por isso crianças pequenas se desequilibram fácil: sua cabeça é grande e pesada em relação ao corpo. A fontanela ou moleira permite esse crescimento e se fecha entre os 12 e os 24 meses. Se houver choque nessa região, observe se a moleira incha ou afunda. “Crianças aprendem muito rápido. Se um dia não rolavam ou ficavam em pé, no outro já conseguem. É a novidade de se sustentar e se mover que causa os desequilíbrios”, explica Carlos Augusto Takeuchi, neurologista pediátrico do Hospital Infantil Sabará (SP).
 
ONDE MORA O PERIGO

A intensidade da pancada é o que mais importa. No entanto, o local onde ela ocorre precisa ser levado em conta. Nos bebês, a região da moleira é uma das mais sensíveis assim como, em qualquer idade, a área atrás das orelhas, bem na lateral da cabeça. Por ali passam artérias que podem se romper, criando hematomas.
 
CUIDADOS IMEDIATOS

Tente não entrar em pânico. A criança já vai estar assustada e acalmá-la fará com que você possa avaliar melhor a situação. Tombos e trombadas fazem parte do aprendizado. Passado o susto, observe se há cortes, sangramentos ou hematomas (os famosos roxos). Você pode fazer compressa com gelo, sempre protegido por um pano, para diminuir o inchaço. Você não pode: passar pasta de dente nem colocar nada quente, pois dilata os vasos sanguíneos. Se a criança ficar bem logo, dá para observá-la em casa. As 12 horas seguintes à batida são as mais importantes, mas fique atento pelos próximos dois dias se não há nenhuma alteração de comportamento. Um estudo publicado na edição deste mês da revista Pediatrics analisou 40 mil casos e apontou que, com um pouco de observação, as tomografias e raios X em crianças que batem a cabeça poderiam ser reduzidos para a metade. Em caso de dúvida, ligue para o pediatra.
 
CASO DE PRONTO-SOCORRO

Se o seu filho desmaiar, vomitar uma ou mais vezes, mostrar desorientação, continuar muito irritado após 15 minutos da queda, ficar muito mole e sem pique ou se o machucado não parar de sangrar, não pense duas vezes e vá ao hospital. Esses sintomas podem aparecer mesmo horas depois.
 
DORMIR OU NÃO DORMIR

As instruções não são tão rígidas assim. Você pode, sim, deixar seu filho dormir. A sonolência é normal após a batida e uma cochilada de até 20 minutos ajuda a relaxar. O que não pode é um sono muito profundo por mais de três horas seguidas, em que a criança não acorda logo que você chama ou para mamar, no caso dos bebês
 
PERGUNTE PARA O SEU FILHO

Se ele já sabe falar, pergunte se ele está tonto, enjoado, onde dói, se sente sono. No caso de você não estar por perto na hora do acidente, pergunte para a pessoa que estava com ele: o que estava fazendo quando bateu a cabeça; se estava em pé, sentado, correndo; de qual altura e de onde caiu; em que parte da cabeça foi a pancada e como foram as reações de seu filho.
 
PREVENÇÃO, O MELHOR REMÉDIO

“Por estar no colchão, as pessoas acham que a cama do casal é segura, mas não é nada se a criança estiver lá sozinha”, alerta Simone de Campos Vieira Abib, cirurgiã pediátrica da Unifesp e presidente da ONG Criança Segura. Berços devem ser regulados: conforme seu filho começa a ficar em pé e se apoiar nas laterais, posicione a grade acima da linha dos mamilos, para evitar quedas. Retire tudo que puder servir de apoio. Se ele já cresceu demais, é hora de passá-lo para a cama. Proteja escadas com grades e ensine que ele não deve subir na privada com a tampa fechada, pois ela pode se quebrar. E, por último, a regra mais importante: um adulto sempre por perto e sempre atento.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mariah Carey bebeu cerveja escura para aumentar a produção do leite

 O mito de que a bebida pode ajudar no aleitamento oferece risco para o bebê. Saiba a seguir o que faz diferença (mesmo!) para você garantir o leite do seu filho



A notícia de que a recente mãe de gêmeos Mariah Carey estava tomando cerveja no hospital para estimular a produção de leite agitou os tabloides no exterior na última semana. Inclusive, uma assistente social havia sido chamada ao local depois de uma denúncia de que havia pacientes ingerindo bebidas. Em entrevista ao programa da CNN Showbiz Tonight, na última quinta (12), o marido da cantora, Nick Cannon, acredita que a confusão toda aconteceu depois que alguém ouviu a sugestão de uma enfermeira à esposa para que ela tomasse cerveja escura. Como ela tomou uma pequena quantidade, o fato, segundo Cannon, foi usado contra eles. Mas, afinal, esse conselho que Mariah recebeu faz algum sentido?

Tomar cerveja escura é apenas um dos mitos populares que escutamos por aí de como seria possível aumentar a produção de leite. E vale reforçar que bebidas alcóolicas durante o aleitamento – assim como na gravidez – oferecem risco ao bebê. “Tudo o que a mãe come ou bebe pode passar pelo leite e chegar até o filho, em maior ou menor quantidade”, diz Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês (SP). Mães que ingerem muito álcool enquanto amamentam prejudicam o desenvolvimento da criança, desde a estatura até atraso do desenvolvimento neuropsicomotor.

Na lista de sugestões milagrosas entram a canjica e canja de galinha. “O que acontece é que a produção de leite demanda uma energia grande e esses alimentos são muito calóricos, com um tipo de carboidrato de absorção rápida pelo corpo. Isso aumentaria a energia corporal e também poderia ajudar na produção do leite. Mas nada disso é preciso”, afirma Alexandre. O que faz diferença é manter uma alimentação balanceada e ingerir caloria de maneira equilibrada ao longo do dia e não em picos como nos casos acima. E, principalmente, beber muito líquido.

Vale reforçar que o principal estímulo para a produção de leite materno é a sucção que o bebê faz no mamilo da mãe - processo que estimula a produção da prolactina e, assim, o leite. O bem-estar da mulher também é item fundamental. Segundo o especialista, uma das principais causas de não produção do leite é o estresse. Por isso, lembre-se de que o leite não vai aparecer assim que o bebê nascer.

Durante os primeiros dias, quando o que sai do seio é o colostro (riquíssimo em anticorpos, que serve como uma vacina para proteger o seu filho), o bebê vai consumir a reserva de gordura que acumulou dentro do útero, porque esse alimento inicial não nutre. Por isso, é normal ele perder peso nesse começo e recuperar aquele que nasceu por volta do 10o dia. Não tem nada de leite fraco aí! Fique tranquila. Só por volta do terceiro ou quinto dia é que você vai notar a mama mais pesada, dura, que pode até dar uma sensação de calafrio. É o momento em que a produção de leite começa – e a partir de quando o bebê começa a ganhar uns quilinhos também. Confira aqui mais dicas de como garantir que a amamentação dê certo e como enfrentar os contratempos que podem surgir nos primeiros dias. E aproveite esse momento especial e de cumplicidade – só seu e do bebê!

Fonte: Revista Crescer