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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Seu filho bem no vídeo

Confira 5 dicas para você acertar na hora de filmar as crianças

Que tal aproveitar o tempo a mais com os filhos e fazer uma filmagem? Preparamos cinco dicas para você não fazer feio ao exibir o vídeo em casa para a família depois:

* Pense no enquadramento de cada cena como se fosse uma foto (sempre atento ao assunto principal que deseja mostrar). O ideal é que cada imagem tenha, em média, 4 segundos.

* Para evitar que o vídeo saia tremido, ajuste a alça de apoio na mão para que a câmera não fique bamba. Sempre que possível, apoie o corpo em uma parede, por exemplo.

* Aproveite os espaços mais iluminados e, se possível, evite gravar seu filho de costas para a luz.

* A não ser que você queira mostrar o local também, prefira gravar na altura da criança.

* Use o zoom só em detalhes, e não para se aproximar de uma cena.

Fonte: Paty Vilela, cinegrafista, editora e produtora de vídeo (SP)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Casal precisa se adaptar à chegada do primeiro filho

Bebê causa mudanças na rotina que podem levar a problemas no relacionamento 


Dia desses fui assistir à peça "A história de nós 2", que trata de um casal em crise após o nascimento do filho. Quem me indicou a peça foi uma mãe do meu grupo mãe-bebê, que disse ter se identificado com a história. Tive que ir conferir. É uma comédia, mas, como toda brincadeira, tem um fundo de verdade. Então, pude entender porque essa peça tem tocado tanto o coração de mulheres no puerpério (fase pós-parto).

Que o relacionamento do casal muda após o nascimento do filho, é óbvio. Mas será que tem que ser tão complicado como mostrado na peça e como tenho visto com um grande número de mulheres que conheço?

Alexandra Richter e Marcelo Valle capricham na interpretação do texto de Lícia Manzo. Interpretam um casal como tantos que conhecemos: se conhecem, casam e, um dia, descobrem que serão pais. A notícia cai como uma bomba. Na vida real é bem assim: a descoberta da gravidez traz sentimentos contraditórios. 
Por mais que o casal queira o filho, saber que ele está na barriga da mãe e em poucos meses estará nos braços dos dois pode dar um nó na cabeça da mulher e do homem. Por tabela, o casal pode entrar em crise. É preciso reorganizar a relação para entrar nesta nova fase de corpo e alma. Homem e mulher, agora, serão também pai e mãe de uma criança indefesa e dependente deles por um longo período de tempo. Isso pode provocar muito medo e insegurança.

Na peça, o grande problema do casal após o nascimento do filho é a vida sexual, que fica em segundo plano. A mulher vive de camisola, com um coque horroroso na cabeça e uma fralda de pano suja pendurada no ombro. E, claro, morta de cansada por conta das demandas do bebê e da casa. O homem sai para trabalhar e quando volta quer a mulher, mas só encontra a mãe. "Como pode? Onde está a mulher que casei?", ele se questiona. Por conseguinte, o homem começa a ficar mais na rua, sair com amigos e ter atitudes infantis enquanto a mulher espera que ele seja mais maduro e participativo, assumindo o seu papel de pai.

O que vou escrever é meio clichê, mas é exatamente o que pode salvar a relação: diálogo, diálogo e mais diálogo entre o casal. Cada um expor os seus sentimentos, sem um jogar as culpas pelos problemas no outro, é fundamental. É preciso que um se coloque no lugar do outro. Ser empático faz uma boa diferença. Só percebendo os sentimentos de cada um, as suas necessidades e obrigações advindas dessa nova realidade, que será possível buscar uma solução.

Empurrar os problemas com a barriga não leva a nada, aliás, pode levar à separação do casal. O momento é difícil para os dois. Para a mulher, principalmente, devido à sobrecarga física e emocional. É natural que o homem fique em segundo plano, por conta das necessidades do bebê, e se sinta abandonado. Por isso, não se pode perder de vista, que, além do bebê, homem e mulher também precisam de cuidados. Precisam cuidar um do outro! 
Aproveitem aquela visitinha que a vovó ou a dindinha fazem de vez em quando e deixem o bebê com elas. Confiem nas pessoas que lhes dão apoio diariamente. Saiam a sós! Nem que seja para tomar um suco na esquina de mãos dadas, como nos tempos de namoro!

Aos poucos, esta fase difícil vai ficando para trás. É um momento difícil, mas, se bem conduzido pelo casal, não se transforma em uma vida inteira. E é possível torná-la mais fácil e, por que não, com sexo. Havendo amor e vontade de ficar junto, vale à pena investir no homem e na mulher que já foram um dia e deixar surgir naturalmente o pai e a mãe, que agora habitarão, também, a vida de cada um de vocês.

Resumindo: uma coisa é ser pai e mãe, outra é ser marido e mulher. Um papel não pode impedir ou anular o outro. Por mais trabalho que dê integrar essas duas coisas de forma harmônica, esse é um objetivo que deve ser seguido com determinação, coragem e, sobretudo, cumplicidade. O filho agradece, o pai agradece e a mulher agradece!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Crianças que dormem pouco podem sofrer com aumento de peso

Cada hora de sono diminui mais de duas vezes os riscos de obesidade 

Crianças que não tem tempo suficiente para dormir têm mais riscos de sofrer com problemas de excesso de peso, mesmo levando em conta um estilo de vida saudável, diz um estudo feito por cientistas da Nova Zelândia. Outros estudos já haviam mostrado alguma relação entre a má qualidade do sono e o aumento de peso, mas ainda não mostravam o resultado desse problema em crianças.

Participaram do estudo 244 crianças, que tiveram seu peso, índice de massa corpórea (IMC) e composição corporal medidas a cada seis meses, dos três aos setes anos de idade. A qualidade do sono e a prática de atividades físicas foram avaliadas por um monitor colocado em volta da cintura dos pequenos. Além disso, a dieta de cada uma das famílias dos participantes foi observada durante o estudo.  

A pesquisa mostrou que crianças que dormem menos do que 11 horas têm maiores chances de ter um IMC alto aos sete anos, mesmo controlando outros fatores de risco, como sedentarismo e má alimentação. Cada hora a mais de sono reduz o IMC de crianças de três e cinco anos em 0,49 e diminui em 61% as chances de elas se tornarem obesas aos sete anos.

Os autores do estudo ainda não identificaram exatamente a relação entre as horas de sono e o peso das crianças, mas afirmam que os resultados são suficientes para que os pais se preocupem mais com a qualidade e a quantidade das horas de sono de seus filhos.  

Transtorno bipolar

Além de problemas com o peso, a falta de sono para crianças pode desencadear uma série de outras complicações. Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, identificou que crianças com problemas de sono podem sofrer psicoses maníaco-depressivas, como é o caso do transtorno bipolar, na infância.

O estudo, feito com 300 crianças, identificou que o gene responsável por perturbações no sono - o "RORB" - possui quatro variantes que também estão relacionadas com variações abruptas de humor, o chamado bipolarismo.

Os pesquisadores sugerem que os genes do relógio biológico, principalmente o RORB, podem ser importantes em investigações envolvendo o transtorno bipolar, aumentando as chances de desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.