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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Estudo comprova que vacina contra gripe protege grávidas e respectivos bebês

Crianças cujas mães foram vacinadas têm 48% menos risco de ser hospitalizadas por causa da doença

As baixas temperaturas do inverno aumentam os casos de gripe entre gestantes e crianças. Mas os recém-nascidos são os que mais sofrem com a doença. Os bebês de até 6 meses de idade apresentam as maiores taxas de hospitalização por gripe entre as crianças. Um dos motivos é que, além de serem mais frágeis, para essa faixa etária não existem vacinas específicas. Isso porque não há estudos suficientes que determinem uma dosagem segura para crianças pequenas que ainda têm os órgãos imaturos. Mas, para o alívio das mães, cientistas norte-americanos reforçam algo já comprovado antes: a vacinação das gestantes também protege os recém-nascidos.

De acordo com o estudo da Wake Forest University Baptist Medical Center, divulgado pelo American Journal of Obstetrics & Gynecology, os bebês cujo as mães foram vacinadas durante a gestação reduziram em 48% os ricos de hospitalização por influenza. A pesquisa analisou os dados provenientes de 1500 crianças de até 6 meses e suas respectivas mães.

“A vacinação proporciona ao bebê maior segurança nas primeiras semanas e meses do pós-parto porque produz uma elevação dos anticorpos no sangue da mãe, que passam através da placenta para o bebê. Com isso a criança tem um aumento da imunidade e fica protegida até ela começar a produzir anticorpos por si mesma”, explica Edílson Ogeda, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano de São Paulo.

Além dos benefícios para o recém-nascido, o médico destaca também a importância da vacinação para a saúde da mãe, já que durante a gravidez a mulher fica mais vulnerável aos sintomas da gripe. “A grávida tem os sistemas cardiovascular, imunológico e respiratório alterados devido às adaptações que seu corpo faz para gerar a criança e, por isso, fica doente com maior facilidade", diz. Mais um motivo para manter a carteira de vacinação em dia durante os nove meses.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dormir do lado esquerdo na gravidez é mais seguro para o bebê?


É o que diz um novo estudo. Ele mostra que gestantes que deitam viradas para o lado direito nas últimas noites antes do parto têm duas vezes mais chance de terem bebês natimortos. Saiba mais

Quando vai chegando perto dos últimos meses, os desconfortos na hora de dormir aumentam. Além da vontade de ir ao banheiro a todo momento, você gasta um tempo virando de lá para cá até encontrar uma posição ideal para acomodar o barrigão. E ela é fundamental! De acordo com uma nova pesquisa feita na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, dormir do lado esquerdo é mais seguro para a saúde do seu bebê.

Segundo os cientistas, gestantes que dormem sobre o lado direito do corpo ou com a barriga para cima no fim da gravidez têm duas vezes mais chances de morte prematura do bebê do que as mães que dormem apoiadas sobre o lado esquerdo.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram 310 mulheres neozelandesas que estavam grávidas e outras 155 que tiveram bebês natimortos quando estavam por volta da 28ª semana de gravidez, entre 2006 e 2009. As mães responderam a perguntas sobre a posição em que dormiam, a duração do sono e se acordavam frequentemente antes da gravidez, durante o último mês, semana e noite antes do parto.

Os cientistas queriam examinar também o efeito de distúrbios do sono, como apneia e ronco, na gravidez, já que eles poderiam causar a diminuição do oxigênio que chega ao bebê. No entanto, a análise dos casos mostrou que a posição em que as mães dormiam era um fator determinante das mortes prematuras.

Uma das possibilidades apontadas pela análise é a de que quando a mãe dorme de costas ou sobre o lado direito, o feto poderia comprimir sua veia cava inferior, que leva o sangue para o coração. Isso diminuiria a quantidade de sangue oxigenado que volta do coração para os órgãos da mãe e, em consequência, para o bebê.

Para o obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano, em São Paulo, a pesquisa é o pontapé inicial para outras maiores. "O estudo reforça uma recomendação dos médicos para as gestantes, pelo fato de que ela vai se sentir melhor ao se deitar do lado esquerdo. Nessa posição, ela não comprime a veia cava", diz. De barriga para cima ou deitada do lado direito, a grávida pode sentir falta de ar, sudorese fria e enjoo.

Mas fique calma! Isso não quer dizer que, se você despertar no meio da noite em uma dessas posições menos confortáveis, seu bebê corre risco de vida. "Outros estudos ainda são necessários para se afirmar essa relação", afirma a pesquisadora Tomasina Stacey, da Universidade de Auckland.