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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Você quer ter outro bebê logo?


Confira as novas recomendações para o uso de anticoncepcionais após o parto

Se você está no fim da gravidez ou seu filho acabou de nascer e ter outro não está nos seus planos tão cedo, é hora de pensar no uso de contraceptivos no pós-parto - e um novo guia para quem optar por anticoncepcionais foi divulgado nos Estados Unidos. Segundo a nova recomendação, quem não tem problema de saúde pode começar a usar a medicação feita apenas à base de progesterona (esse tipo não interfere na amamentação) a partir do 21o dia do parto. Aquelas que têm risco para tromboembolismo (mais chances de ter trombose), ou seja, que já tiveram o problema, têm casos na família, têm mais de 35 anos, são cardiopatas ou hipertensas, sugere-se começar 42 dias após o parto. No Brasil, a recomendação passa a ser a mesma, mas muitas vezes a mulher começa o uso só 40 dias depois, que coincide com a segunda consulta com o obstetra.

Fonte: Fabiane Sabbag Correa, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz (SP)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Senado aprova licença-maternidade maior para mães de prematuros

Projeto segue agora para a Câmara dos Deputados

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (17) projeto de lei que aumenta a licença-maternidade de mães de prematuros extremos. O objectivo é ampliar pelo tempo que for necessário o pagamento do salário-maternidade para as mães que tiverem filhos prematuros extremos, além dos quatro meses já assegurados pela Constituição Federal. De acordo com o documento, o benefício deve ser concedido por "todo o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, sem prejuízo do período da licença à gestante". Nesse caso, são considerados prematuros extremos as crianças que nasceram com "exigências redobradas de cuidados" e sem condições de deixar o hospital.

Para o relator do projeto, o senador Paulo Paim (PT-RS), "os eventuais custos da concessão desse benefício são ínfimos em relação aos resultados positivos passíveis de serem obtidos em termos de saúde e educação. Por outro lado, uma criança nascida prematuramente, com um grau extremado de exigência de cuidados, pode representar uma carga estressante para a mãe".

Como foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o projeto deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados.