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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pesquisa aponta os maiores riscos que a internet oferece às crianças

Levantamento de empresa de informática mostra que 79% das crianças brasileiras já tiveram experiências negativas online


Visualizar conteúdo impróprio para sua idade, infectar o computador da família com vírus e se relacionar com desconhecidos - por meio de redes sociais - são os problemas mais frequentes entre crianças e adolescentes na web. É o que mostrou o Relatório Norton Online Family 2011, divulgado nesta quarta (16) pela Symantec.

Segundo os pesquisadores, que estudaram os hábitos virtuais de 800 brasileiros – 500 adultos, 200 crianças e 100 professores -, cerca de 80% daqueles com idades entre 8 e 17 anos já enfrentaram algum tipo de contratempo no mundo virtual.

A principal novidade da 4ª edição do estudo – que reuniu cerca de 10 mil pessoas em 24 países - é o “cyberbaiting”, uma espécie de bullying contra professores, que são insultados e provocados pelos alunos e têm suas reações gravadas e divulgadas nas redes sociais. Essa prática faz com que 39% dos docentes considerem um risco ser amigo dos alunos nas páginas de relacionamento virtual.

E se você tem dúvida se impor regras ao seu filho sobre como ele deve usar a internet funciona mesmo, saiba que elas são importantes, sim. Insista! De acordo com o relatório, que mostrou que 49% dos pais fazem isso, quando os filhos obedecem os pais cerca de 56% teve alguma experiência ruim na web contra 91% daqueles que ignoraram as normas.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Selo do Inmetro será obrigatório nos berços infantis

Fabricantes terão o prazo de 18 meses para se adequar às novas normas de segurança

O berço deve ser um lugar de segurança para o bebê, mas nem sempre a qualidade do móvel atende aos critérios para isso. Essa foi a conclusão a que chegou o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, (Inmetro), ao analisar 11 marcas existentes no mercado brasileiro. “Encontramos até insetos na madeira dos berços. Todas as marcas apresentaram não conformidades com as normas de segurança”, afirmou Aline Oliveira, técnica do Instituto.

Segundo a especialista, a diferença de preços entre os móveis não significou maior ou menor qualidade entre eles. Na avaliação, a variação do valor entre um modelo e outro chegou a 300%, o que mesmo assim não impediu a reprovação de todas as marcas.

No ano passado, uma pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos revelou que todos os dias, 26 crianças são levadas aos hospitais norte-americanos devido a acidentes com berços, moisés ou cercadinhos. No Brasil, não há uma estatística oficial sobre esse tipo de incidente, porém as quedas (não só de berços, mas em geral) figuram entre as principais causas dos acidentes infantis. “Também é comum que as crianças fiquem presas pelos braços, pernas e até mesmo pela cabeça, o que pode levar à asfixia, devido ao espaço irregular entre as ripas dos berços”, complementa Aline.

Os fabricantes, tanto nacionais como as importadoras, terão 18 meses para se adequar às novas normas de segurança do Inmetro. Mas as lojas ainda poderão comercializar o produto sem certificação por um período de 36 meses. Até lá, os pais têm de ficar ainda mais atentos para fazer a escolha certa na hora de comprar o berço do bebê.

Veja os principais cuidados que os pais devem ter na hora da escolha do berço

- Verifique se as bordas e partes salientes do móvel são arredondadas e isentas de quaisquer rebarbas ou arestas para evitar ferimentos nos pequenos.

- Rótulos, decalques ou adesivos não podem ser utilizados nas superfícies internas das laterais e extremidades do berço, pois as crianças podem puxá-las para si.

- Uma vez dentro do berço, a criança não pode conseguir levantar a base do colchão ou a base do móvel.

- As laterais móveis devem ser equipadas com um sistema de travamento. (Nos EUA elas foram proibidas, mas no Brasil ainda são permitidas).

- Caso o colchão não seja parte integrante do móvel, deve existir uma marcação, na base do berço, recomendando o uso de colchões com espessura máxima permitida de 120mm.

- O manual de instrução e montagem do móvel deve estar escrito em português.

- Procure pelo Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro, que deve estar exposto no berço e na embalagem do produto, mas lembre-se que ele só se tornará obrigatório daqui a 18 meses e você ainda poderá encontrar berços não certificados pelos próximos três anos.