domingo, 15 de maio de 2011

Que tosse é essa?

Saiba quais são as mais comuns, como identificar e tratar cada uma delas.

 
Tosse purulenta: além do nariz obstruído, a criança tem muito catarro e pode apresentar febre. Esses sintomas podem indicar sinusite. Se confirmada, é preciso tratar com antibiótico e fazer lavagens com soro.

Tosse de cachorro: é a mais estridente. São duas as opções. A primeira é aquela que a criança fica rouca e acorda de madrugada com falta de ar. Se isso acontecer, abra a janela do quarto e deixe-a respirar o ar frio, que ajuda a descongestionar. Se o sintoma não aparecer leve-a ao pronto-socorro. Outra possibilidade é ela acordar com tosse apenas. Inalação costuma funcionar neste caso.

Seca: não há catarro, mas o nariz não para de escorrer. Pode ter sido causada por resfriado e incomoda mais à noite. Lave as narinas com soro e, se persistir, o médico pode indicar um inibidor.

Importante: Se a febre persistir por 48h ou a falta de ar não passar logo, ligue para o pediatra.

Fonte: Gilberto Petty da Silca, pneumologista e professor adjunto da Universidade Federal de São Paulo

Bebês que nascem de cesárea têm 58% mais chances de serem obesos

É o que aponta um estudo brasileiro feito com mais de 2 mil crianças. Entenda por que.


Crianças que nascem de cesárea teriam 58% mais chance de se tornarem obesas na idade adulta do que as que passaram pelo parto normal. A conclusão é do estudo conduzido pelo pediatra por Marco Antônio Barbieri, professor do Departamento de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, em São Paulo. A pesquisa começou ainda em 1978 quando o especialista e sua equipe criaram um banco de dados com informações de mais de 6 mil recém-nascidos na cidade.

A segunda fase do estudo foi feita quando as crianças estavam com cerca de 8 anos. A coleta de dados se repetiu quando eles completaram 18 anos e, finalmente, 24 (nesse momento, 2.057 pessoas continuavam participando do estudo). Foram cerca de 12 mil avaliações ao todo desde o nascimento, que permitiram uma série de pesquisas no Brasil e no mundo. Dentre os vários tópicos analisados, chamou a atenção dos pesquisadores uma possível relação entre o tipo de parto e o desenvolvimento de obesidade.

Baseado em outros trabalhos, a equipe levantou uma hipótese para explicar esse fenômeno. De acordo com a gastroenterologista pediátrica Helena Goldani, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a literatura científica mostra que a microbiota, isto é, as bactérias do intestino, das crianças que nascem de parto normal e cesariana são diferentes. E isso acontece porque durante o parto normal, o bebê passa pelo canal vaginal e tem contato com muitas bactérias. Outro estudo mostra que quanto mais contato com bifidobactérias (bactérias que vivem no intestino) a criança tiver no primeiro ano de vida, menores as chances de se tornar obesa aos 7 anos. Isso também pode acontecer por meio da alimentação, já que ela está presente no iogurte, por exemplo, e outros alimentos têm a capacidade de aumentar o número delas no organismo (como é o caso da aveia, banana, leite e mel).

Relacionando todos esses trabalhos e os dados que levantaram, os pesquisadores acreditam que a explicação pode estar relacionada ao sistema imunológico. A obesidade se desenvolve mais facilmente em crianças com organismo com baixa defesa, por isso, quanto mais contato com diferentes bactérias, mais forte se torna a imunidade ao longo da infância. Assim, essa transferência entre certos tipos de bactéria que ocorre durante o parto vaginal também seria importante.

“Mas esse dado está é apenas uma hipótese", diz Marco. "Estamos preparando um estudo maior que vai considerar questões como o peso das mulheres antes de engravidar, o desenvolvimento intrauterino, amamentação e os hábitos alimentares das crianças durante os primeiros anos de vida.”

O que todos concordam é que, independente disso tudo, o parto normal, quando viável, ainda é a opção mais saudável para a mãe e o bebê.

Fonte: Revista Crescer

sábado, 14 de maio de 2011

Estresse na gravidez

Será que ele pode prejudicar o bebê? Novo estudo diz que o estresse aumenta o risco de a criança ter problemas de comportamento

Você está toda feliz com o bebê que está esperando. Por vezes, quis que o mundo parasse para poder curtir esse momento, mas não tem jeito. Tudo continua acontecendo à sua volta. É o relatório do seu trabalho que deu errado, a empregada que resolveu não aparecer justo no dia que teria visitas à noite, o seu outro filho que foi mal na prova. Será que esse estresse todo prejudica o bebê na barriga?

Cientistas do Perth´s Telethon Institute for Child Health Research, na Austrália, coletaram dados de 3.000 grávidas e situações pelas quais passaram na 18a e 34a semana de gestação. Depois, analisaram o comportamento das crianças e adolescentes com 2, 5, 8, 10 e 14 anos. O resultado do estudo, publicado no jornal científico Development and Psychopathology, revelou que, quanto mais eventos estressantes a gestante passar durante os nove meses, mais risco a criança tem de ter problemas de comportamento.

Para Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP), apesar de o estudo ter algumas ressalvas, o pré-natal tem, de fato, um impacto no comportamento do bebê. “O bebê tem uma sensibilidade grande no útero e toda vez que há alterações de humor ou do comportamento da mãe", diz. "Na prática, percebo que bebês de mães que tiveram uma gestação turbulenta, com forte estresse, como a morte de um parente, tendem a ser mais agitados, com mais cólicas e dificuldade para dormir." Mas o especialista alerta: isso pode ser revertido se o ambiente em que a criança vive for tranquilo e rodeado de carinho.

E esse é exatamente um dos pontos enfatizados pela autora da pesquisa australiana, Monique Robinson. Segundo ela, independente da exposição do bebê ao estresse no útero, o acolhimento após o nascimento proporciona à criança um enorme potencial para mudar seu curso de desenvolvimento. “Isso é conhecido como ´plasticidade do desenvolvimento', o que significa que o cérebro pode se adaptar e se modificar à medida que a criança cresce em um ambiente positivo”, disse Robinson ao jornal Medical News Today.

De qualquer maneira, vale lembrar (sempre!) que a gravidez deve ser vivida da forma mais gostosa possível. “Em geral, conforme a grávida sente o bebê mexendo na barriga, ela se desliga das coisas externas e passa a curtir ainda mais", afirma Mirna Nakano, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Catarina (SP). E é assim mesmo que tem de ser. Afinal, quantas gestações você vai ter na vida? "É preciso investir naquele período, curtir a proximidade com o bebê. Sem contar que o estresse da grávida pode influenciar, inclusive, no parto, na sua tolerância à dor”, diz Mirna. O melhor a fazer para você e o bebê é procurar relaxar e aproveitar cada segundo desse momento tão especial.

Fonte: Revista Crescer

Qual é o melhor lugar do mundo para ser mãe?

A Noruega. Esse é o resultado de uma análise feita pela organização americana Save The Children. Saiba por quê 


Você já parou para pensar como é ser mãe em outros países? Seria a mesma coisa ter um filho no Brasil ou nos Estados Unidos? Como é criar uma criança no Oriente? Quais são as vantagens e dificuldades da maternidade ao redor do mundo? Foi com o intuito de avaliar essas diferenças que a organização americana Save the Children publicou recentemente a 12ª edição de seu ranking anual com os melhores e, conseqüentemente, os piores lugares do mundo para ser mãe.

Os dados trazem os resultados de uma análise feita a partir das condições de saúde, educação e economia de mães e crianças em 164 países. O topo do ranking coroou a Noruega como melhor país do mundo para a maternidade. A Austrália aparece em segundo lugar, seguida pela Islândia, Suécia, Dinamarca e Nova Zelândia. Do outro lado da lista a situação é mais sombria. Afeganistão é considerado o pior país para ser mãe. Níger e Guiné Bissau ficam em penúltimo e antepenúltimo lugar.

O Brasil entrou em uma lista diferente, que classifica apenas países em desenvolvimento (as listas estão divididas em países desenvolvidos, em desenvolvimento e menos desenvolvidos). Dentre os 80 países escolhidos para esse ranking, ficou em 12º lugar, atrás dos vizinhos latino-americanos Argentina (4º), Uruguai (7º) e Colômbia (11º).

Muitas diferenças

Uma maneira simples de se ter uma idéia da diferença entre os países é comparando alguns dados. De acordo com o Save The Children, 1 em 860 mulheres brasileiras correm o risco de morrer devido a complicações do parto. Na Noruega este número de 1 em 7.600 e no Afeganistão, de 1 em 11. A expectativa de vida de uma brasileira é de 77 anos, enquanto no país europeu é de 83 e no país do Oriente Médio, espera-se que uma mulher viva em torno de 45 anos.

De acordo com Giselle Groeninga, psicanalista e diretora do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDfam), um dos maiores desafios das mulheres brasileiras é o acúmulo de tarefas, a sobrecarga, e isso é um reflexo da sociedade em que vivemos. “O ideal de mulher disseminado é o daquela bem cuidada, boa mãe, boa profissional, boa companheira, independente e autônoma em todos os aspectos. Um ideal impossível de se atingir”, diz. Isso sem contar que ainda há um longo caminho pela frente, em especial no que se refere ao incentivo à maternidade, tanto por parte das empresas quanto do governo.

E para você? Como é ser mãe no Brasil?

Fonte: Revista Crescer

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Gripe suína: seu filho já recebeu a segunda dose da vacina?

Se você vacinou a criança no tempo certo, leve-a ao posto para receber a segunda picadinha agora. Veja o que fazer se aconteceu algum atraso.

 
Fique atento ao calendário de vacinas do seu filho: se ele tomou a primeira dose da vacina contra a gripe suína entre os dias 22 de março e 2 de abril, já está na hora de dar a segunda. Os postos de saúde já disponibilizam as vacinas para crianças de 6 meses a 2 anos de idade que receberam a primeira parte da imunização nesse período. A primeira picadinha serviu para criar anticorpos no organismo das crianças, a segunda vai reforçar a defesa.

O intervalo entre uma dose e outra recomendado pelo Ministério da Saúde (MS) foi de 30 dias. Se você acabou de perceber que faz mais tempo desde o dia em que seu filho recebeu a primeira meia dose, leve-o ao posto de saúde o mais rápido possível. O importante é que as crianças estejam completamente imunizadas até o final de maio, já que os casos de gripes e resfriados aumentam com a chegada do inverno.

O MS registrou até agora a quantidade de 43,9 milhões de pessoas imunizadas em todo o Brasil. Entre elas, 4,5 milhões de doses foram aplicadas em crianças entre 6 meses e 2 anos de idade, considerado mais de 100% de cobertura da campanha para essa faixa etária. Essa é, inclusive, um dos grupos que o órgão considera de maior risco já que, em 2009, crianças dessa idade apresentaram a maior taxa de incidência de casos graves confirmados para influenza H1N1, com taxa de 154 por 100 mil habitantes.

Dúvidas freqüentes:

Apenas uma aplicação da vacina para as crianças já é suficiente para a completa imunização?

Não. No caso das crianças entre 6 meses e 2 anos a vacina é dada em duas etapas. Enquanto a primeira ajuda a criar anticorpos, a segunda sela o processo de imunização ajudando a fortalecer o organismo infantil contra a doença. Tomar apenas uma das aplicações não é suficiente para a completa imunização da criança.

Seu filho não recebeu a primeira meia dose?

Se seu filho se enquadra nesse grupo e não tomou a primeira meia dose da vacina em março/abril, ele pode recebê-la agora e, em 30 dias, tomar a segunda meia dose para garantir sua imunização. Ambas são garantidas gratuitamente nos postos de saúde, mesmo após o fim da campanha programada pelo MS (que termina no dia 21 de maio).

A criança teve reação à vacina na primeira parte da imunização?

Caso seu filho tenha tido uma reação leve à primeira meia dose, como dores locais, ele deve sim tomar a segunda meia dose. Entretanto, se a reação foi mais forte, é recomendável procurar um médico de confiança antes da segunda aplicação.

A criança está doente?

No caso de o intervalo dos 30 dias já ter vencido e a criança estar com febre nesse período, é melhor consultar o médico antes de decidir levá-la ao posto de saúde para a segunda meia dose.

Só a vacina é o suficiente?

Apesar de a vacinação ser muito importante para afastar o perigo da doença, também é importante manter outras medidas de prevenção, como lavar sempre as mãos, evitar tocar boca e olhos, não compartilhar alimentos ou objetos de uso pessoal, como copos e talheres, e cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

Fonte: Revista Crescer

Novo calendário de vacinas para bebês prematuros

A Sociedade Brasileira de Imunizações preparou uma lista completa das vacinas que os bebês que nasceram antes do tempo precisam tomar

 
O inverno está chegando, e com ele o maior risco de transmissão de doenças para você e para seus filhos. Bebês prematuros correm um risco ainda maior, já que têm o sistema imunológico pouco desenvolvido, muitas vezes ficaram longos períodos dentro das UTIs neonatais e também precisaram ser privados da amamentação, perdendo esse importante fator de proteção para a saúde.

Para conscientizar os pais e profissionais de saúde sobre a importância da imunização desses bebês, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) lançou a campanha Prematuro imunizado é prematuro protegido, que organizou o primeiro calendário de vacinas específico para esse grupo. Ele apresenta todos os tipos de vacina que devem aplicadas, a periodicidade e a quantidade que deve ser dada em cada dose. “A maioria dessas vacinas estão disponíveis gratuitamente em postos de saúde, ou nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs), que atendem grupos de risco, grupos diferenciados, como é o caso dos recém-nascidos”, diz Renato Kfouri, neonatologista e diretor da SBIM. Para receber a dose, o médico precisa encaminhar um pedido à secretaria de saúde. Ele precisa ser liberado e só então a dose é aplicada.

No Brasil, seis em cada 100 bebês são prematuros. E, entre aqueles que nascem com menos de 35 semanas de gestação, por volta de 15% precisam ser internados em UTIs neonatais. É importante lembrar que algumas das vacinas já são dadas antes mesmo de o bebê sair do berçário, daí a necessidade de conscientizar os profissionais de saúde. E um detalhe que também ajuda muito a manter o bem-estar dos bebês: toda a família deve estar devidamente vacinada contra os diversos tipos de doença para que não haja disseminação dentro de casa.

Disponibilidade diferenciada

A vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), por exemplo, um dos principais responsáveis por infecções respiratórias em crianças menores de um ano de idade, só é encontrada gratuitamente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Alguns planos de saúde cobrem a despesa com as doses para quem vive nos outros estados.

Mais Informações

Veja o calendário de vacinas preparado pela Sociedade Brasileira de Imunização e entenda mais sobre a vacinação dos prematuros. Confira aqui o endereço dos Cries.

Fonte: Revista Crescer