domingo, 19 de junho de 2011

Especial Funcionou Comigo: Você é separada e seu filho não quer que você namore?

Separação


A Gabriela vira e mexe fala pra mim que as minhas amigas podem namorar, mas eu, não. Sou separada e quero que ela entenda e aceite se eu tiver um namorado no futuro. Como posso explicar isso para ela? Késia Marina, 37, mãe de Gabriela, 4 anos

Que tal um novo amigo?

Quando encontrei alguém de novo, foi um amigo que ele já conhecia e chamava de tio. Aos poucos fui contando que estávamos namorando. Agora estamos noivos e meu filho está superanimado com o casamento. Lília Gusmão, 39, mãe de Guilherme, 9 anos

Mostre exemplos de outras pessoas

Não adianta querer fazer com que a criança entenda a qualquer custo algo tão complexo. Mostre exemplos, seja de famosos ou de alguém próximo a vocês. É uma forma de ela concretizar e ver que não há nada de errado com isso. Carla Silva, 38 , mãe de Pedro, 5 anos

Ela também vai namorar um dia

Expliquei, de maneira bem simples, que ainda era jovem e que é normal as pessoas adultas que se separam querer voltar a namorar. Disse que um dia ele também vai ser grande e vai querer namorar. Ele não gostou e até acho que não entendeu de primeira, mas é importante mostrar que é algo natural. Roberta Fernandes, 34, mãe de Christian, 4 anos

Veja se o problema não é com você

Percebi que olhar para outro homem era muito mais uma dificuldade minha de lidar com as mudanças do que do meu filho. Eu achava estranho essa história de namorado que não fosse o pai dele. Se isso estiver resolvido para você, tenho certeza que dará certo. Mostre que pai é pai e namorado é outra coisa! Amanda Vieira, 36, mãe de Gustavo, 7 anos

Vá aos poucos

Quando conheci o meu noivo, minha filha teve muito ciúme. Começamos a passear, viajar juntos e ele procurava participar do que ela estava fazendo, sem forçar uma situação. Aos poucos ele criou uma confiança e hoje é ela que o chama para brincar! Priscila dos Santos, 28, mãe de Cecilia, 2 anos e 7 meses

Diga que o namorado não vai tomar o lugar dela

A criança pode sentir que um namorado vai tirar o tempo que ela tem com você. Mostre para a sua filha que o namorado não vai tomar o lugar dela e que vocês poderão fazer muitas coisas juntos. Carla Maria Lopes, 41, mãe de Leonardo, 5 anos

O que diz a especialista?

Caso você tenha se divorciado recentemente, será preciso conversar com a sua filha sobre o assunto. Nesse momento, ela está com medo de ser deixada de lado e você precisa passar segurança e conforto. Analise a situação como um todo, para saber qual é a melhor forma de lidar com isso, tanto para você quanto para o seu ex-marido. Mostre o quanto você e o pai dela a amam, mas explique que vocês decidiram se separar porque não estavam felizes juntos, e que agora, como está sozinha, pode precisar da companhia de outro adulto. Apresente o namorado primeiro como um amigo, pergunte se ela quer conhecê-lo e crie oportunidades para que saiam juntos. Vá aos poucos para que ela se sinta segura e respeitada.

Fonte: Judith Wallerstein, psicóloga norte-americana especializada nos efeitos do divórcio nas crianças, nos pais e no casamento, autora dos livros Filhos Do Divórcio (ED. loyola) e Sobrevivendo à Separação (Ed. Artmed)</

sábado, 18 de junho de 2011

Paralisia infantil e sarampo: campanha simultânea de vacinação começa sábado (18)

O governo pretende imunizar mais de 14 milhões de crianças contra a poliomielite e mais de 17 milhões contra o sarampo. Fique atenta ao calendário de vacinação do seu filho!


Se seu filho tem menos de 5 anos, é preciso levá-lo a um posto de saúde em breve para a vacinação contra a poliomielite (doença que pode causar paralisia infantil). A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite, promovida pelo do Sistema Único de Saúde (SUS), começa no dia 18 de junho, sábado, e vai até 22 de julho em postos de saúde de todo o país. A segunda fase, onde as crianças recebem o reforço, acontecerá entre 13 de agosto e 16 de setembro. Nesse ano, a campanha vem com uma novidade: todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal, irão vacinar crianças entre 1 ano e menores de 7 contra o sarampo nos mesmos dias da imunização contra a pólio.

Mesmo que o seu filho tomado a vacina tríplice viral (que o protege contra sarampo, rubéola e caxumba) recentemente, ele tem de ser vacinado outra vez agora. Isso porque essa campanha do governo, que em geral ocorre em intervalos de três a cinco anos para reforçar a proteção das crianças contra o sarampo, foi antecipada em oito estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Minas Gerais e Pernambuco) por conta de um surto da doença na Europa. Nessas regiões, há um maior fluxo turístico no meio do ano por conta das férias escolares. Nos demais estados, a imunização vai começar em agosto, junto com a 2° fase da imunização contra poliomielite.

Sarampo

O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. A vacina é forma mais eficaz de prevenção.

Restrições

As restrições das gotinhas contra a poliomelite ficam para as crianças que estiverem com infecções agudas, febre acima de 38 ºC, diarreia, vômito, alergia a algum componente da vacina, como a estreptomicina e eritromicina, já apresentaram reação anormal às gotinhas (Sabin) ou crianças com deficiência imunológica em tratamento com imunossupressores. Mas vale consultar o pediatra da criança sobre a vacina. Além disso, não há contraindicação pelo fato de a criança tomar as duas vacinas, pólio e sarampo, juntas, no mesmo dia.

Outra forma de prevenção da poliomielite

Essa, no entanto, não é a única opção para proteger o seu filho contra a poliomielite. Nas clínicas particulares de vacinação, a alternativa, com a mesma eficácia, é a Salk (a dose é aplicada conjugada com outra vacina dependendo da idade da criança, e o preço fica em torno de R$ 200). A diferença entre elas está na composição. A Salk é feita com vírus morto (inativo) e é injetável. A Sabin, gratuita, é feita com vírus vivo e atenuado, aplicada via oral.

As dosagens de ambas no calendário de vacinação são as mesmas. As primeiras devem acontecer aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses e outro dos 4 aos 6 anos. Recebendo um dos tipos de vacina e nas idades recomendadas, seu filho já está protegido contra a doença. Isso não quer dizer que ele não possa participar das campanhas realizadas pelo Ministério da Saúde em termos de saúde pública.

“É fundamental manter a cobertura contra a poliomielite, porque, apesar de não haver mais casos no Brasil, ela não está erradicada em todo o mundo. Por isso, o risco de a doença voltar sempre existe, principalmente se alguém vem ao país com o vírus e encontra uma população desprotegida”, afirma Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, da Sociedade Brasileira de Imunização. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que em 2008 foram registrados 1.640 casos da doença, sendo que Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão são considerados endêmicos.

A OMS está discutindo a substituição da Sabin pela Salk. Isso porque há uma possibilidade de a criança desenvolver a doença por conta da vacina. “Uma vez que o vírus está vivo, eventualmente ele pode sofrer uma mutação no intestino da criança e provocar a paralisia. Mas isso é raro e a chance é maior nas primeiras doses de vida. A média de casos como esse é de 1 para cada 2 milhões de doses", diz Kfouri. Por esse motivo, segundo o especialista, há países, como Estados Unidos e Austrália, que já não utilizam mais as gotinhas. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

As crianças de hoje são mais fracas?


Novo estudo diz que sim. Segundo o pesquisador, a explicação é simples: hoje se passa mais tempo em atividades que não exigem esforço físico, como navegar na internet. Confira

Puxe pela memória. Quais eram as suas brincadeiras preferidas na infância? Empinar a pipa, subir na árvore, pular amarelinha, carrinho de rolimã...

Agora pense em que seu filho gosta de fazer para se divertir. Jogar videogame, navegar na internet e assistir televisão fazem parte da lista dele? Segundo um novo estudo conduzido pelo pesquisador esportivo Gavin Sandercock, da Universidade de Essex, na Inglaterra, as crianças de hoje são mais fracas do que há dez anos. E a resposta para essa perda de força muscular, segundo a pesquisa, está justamente nessa mudança de hábitos na infância.

Gavin descobriu que as crianças com 10 anos em 2008 estavam muito mais fracas do que as crianças que tinham essa mesma idade em 1998. “Eles se recusavam a fazer exercícios, muitas, aliás, nem sabia como começar”, diz Sandercock.

A pesquisa mostra ainda que, em dez anos, a quantidade de crianças que conseguiam fazer abdominais diminui 27% e dobrou o número dos que não se sustentavam o próprio peso em uma barra.

“Houve uma mudança no repertório das habilidades físicas das crianças", diz o professor Luiz Eduardo Greco, assessor na área de educação física da escola Projeto Vida, em São Paulo. "Elas deixaram de brincar na rua e subir em árvore para navegar na internet e jogar videogame, ou seja, perderam espaço para brincar, mudaram o repertório e, claro, tiveram a capacidade física diminuída”, completa.

E passar a fase mais ativa da vida sentado em frente a um computador por horas só pode trazer problemas. Segundo a pesquisa, por não ter uma musculatura desenvolvida, essas crianças quando adultas podem desenvolver osteoporose, um enfraquecimento dos ossos que aumenta o risco de fraturas.

Mas, o que fazer para tirar essa garotada do sofá? Para Luiz, a primeira coisa é o incentivo. Ajude seu filho a encontrar uma atividade física que ele goste e, claro, brinquem ao ar livre sempre que possível. “Para brincar, criança precisa de espaço e companhia. Energia, elas já têm de sobra", diz. 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dormir do lado esquerdo na gravidez é mais seguro para o bebê?


É o que diz um novo estudo. Ele mostra que gestantes que deitam viradas para o lado direito nas últimas noites antes do parto têm duas vezes mais chance de terem bebês natimortos. Saiba mais

Quando vai chegando perto dos últimos meses, os desconfortos na hora de dormir aumentam. Além da vontade de ir ao banheiro a todo momento, você gasta um tempo virando de lá para cá até encontrar uma posição ideal para acomodar o barrigão. E ela é fundamental! De acordo com uma nova pesquisa feita na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, dormir do lado esquerdo é mais seguro para a saúde do seu bebê.

Segundo os cientistas, gestantes que dormem sobre o lado direito do corpo ou com a barriga para cima no fim da gravidez têm duas vezes mais chances de morte prematura do bebê do que as mães que dormem apoiadas sobre o lado esquerdo.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram 310 mulheres neozelandesas que estavam grávidas e outras 155 que tiveram bebês natimortos quando estavam por volta da 28ª semana de gravidez, entre 2006 e 2009. As mães responderam a perguntas sobre a posição em que dormiam, a duração do sono e se acordavam frequentemente antes da gravidez, durante o último mês, semana e noite antes do parto.

Os cientistas queriam examinar também o efeito de distúrbios do sono, como apneia e ronco, na gravidez, já que eles poderiam causar a diminuição do oxigênio que chega ao bebê. No entanto, a análise dos casos mostrou que a posição em que as mães dormiam era um fator determinante das mortes prematuras.

Uma das possibilidades apontadas pela análise é a de que quando a mãe dorme de costas ou sobre o lado direito, o feto poderia comprimir sua veia cava inferior, que leva o sangue para o coração. Isso diminuiria a quantidade de sangue oxigenado que volta do coração para os órgãos da mãe e, em consequência, para o bebê.

Para o obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano, em São Paulo, a pesquisa é o pontapé inicial para outras maiores. "O estudo reforça uma recomendação dos médicos para as gestantes, pelo fato de que ela vai se sentir melhor ao se deitar do lado esquerdo. Nessa posição, ela não comprime a veia cava", diz. De barriga para cima ou deitada do lado direito, a grávida pode sentir falta de ar, sudorese fria e enjoo.

Mas fique calma! Isso não quer dizer que, se você despertar no meio da noite em uma dessas posições menos confortáveis, seu bebê corre risco de vida. "Outros estudos ainda são necessários para se afirmar essa relação", afirma a pesquisadora Tomasina Stacey, da Universidade de Auckland.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Crianças comem mais vegetais quando podem escolher

Pesquisa espanhola revela que quanto mais opções, maiores são as chances de seu filho aceitar aquela salada


Couve? Abobrinha? Alface? Cenoura? Se diante dessas opções, a resposta do seu filho é sempre NÃO, talvez, seja a hora de mudar de atitude. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Granada, na Espanha, mostrou que as crianças comem até 80% mais vegetais quando elas podem escolher entre diversas verduras.

O estudo foi feito pela Fundação Educa Granada com 150 crianças, menores de 6 anos, de quatro escolas públicas. A estratégia foi permitir que algumas crianças pudessem escolher os vegetais durante as refeições – e compará-las com outras que tinham apenas uma opção. O resultado da análise mostrou que aquelas que tiveram a possibilidade de escolher o alimento ingeriram cerca de 20 gramas a mais por refeição – ou 40 gramas por dia, considerando almoço e jantar. Os autores avaliaram que o percentual a mais ingerido foi “bastante relevante".

Para a nutricionista pediátrica Priscilla Kakitsuka, do Hospital Samaritano (SP), a pesquisa faz todo sentido. "Quando a criança pode optar, a chance de ela aceitar o legume é maior do que quando há apenas um único no prato”, diz. E a especialista conta, ainda, uma experiência que reforça o estudo. "No hospital, depois que criamos um cardápio com opções para as crianças internadas escolherem, observamos que a taxa de rejeição da salada ou legume diminuiu."

OK. Na correria do dia a dia, quem consegue preparar uma variedade grande de verduras e legumes? Uma dica é, entre dois ou três tipos, você perguntar para o seu filho antes de preparar qual ele prefere. Você também pode numa simples salada de alface, por exemplo, incluir uma cenoura ralada e tomate-cereja. Com isso, você já está aumentando a chance de escolha.

A pesquisa também apontou que alguns alimentos – como espinafre, couve, cebola, acelga e brócolis – são mais rejeitados, por causa do gosto amargo, proveniente do cálcio. Mas nem por isso você deve deixar de oferecê-los. Não se esqueça de que o seu incentivo - e exemplo - também vai fazer toda a diferença na hora da refeição. E, sempre que puder, inclua o seu filho no preparo desses pratos com folhas. Ele vai adorar!

terça-feira, 14 de junho de 2011

É normal ter crises de autoestima na gravidez?

Sim, principalmente nos primeiros meses. Saiba como lidar com esse sentimento
Você acaba de descobrir que está grávida, e não aguenta de tanta felicidade. Mas, nos primeiros meses, pode aparecer uma crise de autoestima. Um dos motivos mais comuns é porque você ainda não se sente grávida – a barriga não aparece, além da variação dos hormônios que mexe com as emoções. Veja algumas dicas para aproveitar essa fase.

Mude o visual: Já que não dá para pintar o cabelo, escolha um corte diferente, como um repicado nas pontas.

Compre uma roupa de grávida: Não é para gastar o salário todo, mas vale a pena escolher algumas peças para usar durante a gravidez. Dê preferência para os clássicos, como uma camisa branca, uma calça jeans e um vestido.

Abuse dos cremes: A barriga não apareceu, mas você já pode começar a usar cremes, como óleo de amêndoa, para preparar a pele, que em breve vai esticar.

Fonte: Luciana Taliberti, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz (SP)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Para não dar cabeçadas


 Criança quando bate a cabeça quase sempre é motivo de pânico para a mãe, o pai ou quem mais estiver por perto. Prevenir é o melhor, mas um galo ou outro será inevitável na vida de seu filho. Saiba o que fazer quando se deparar com esse acidente tão típico da infância


A CABEÇA DO BEBÊ

Os bebês geralmente ficam em locais muito altos se levarmos em conta o seu tamanho – isso inclui o seu colo –, e uma queda fica mais perigosa. Os riscos aumentam quando eles começam a se movimentar sozinhos. Mas sabe aquela coisa de dizer que a natureza é sábia? “A cabeça do bebê é mais resistente aos traumatismos já que, como ainda está em crescimento, tolera melhor pequenos aumentos da pressão intracraniana”, explica o pediatra Márcio Moreira, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Isso também diminui os riscos de fraturas. Por outro lado, uma lesão interna é mais difícil de ser identificada.
 
MOLEIRA E O DESEQUILÍBRIO

Você sabia que a cabeça do bebê mede um terço de seu tamanho total ao nascer e atinge 50% em poucos meses? Por isso crianças pequenas se desequilibram fácil: sua cabeça é grande e pesada em relação ao corpo. A fontanela ou moleira permite esse crescimento e se fecha entre os 12 e os 24 meses. Se houver choque nessa região, observe se a moleira incha ou afunda. “Crianças aprendem muito rápido. Se um dia não rolavam ou ficavam em pé, no outro já conseguem. É a novidade de se sustentar e se mover que causa os desequilíbrios”, explica Carlos Augusto Takeuchi, neurologista pediátrico do Hospital Infantil Sabará (SP).
 
ONDE MORA O PERIGO

A intensidade da pancada é o que mais importa. No entanto, o local onde ela ocorre precisa ser levado em conta. Nos bebês, a região da moleira é uma das mais sensíveis assim como, em qualquer idade, a área atrás das orelhas, bem na lateral da cabeça. Por ali passam artérias que podem se romper, criando hematomas.
 
CUIDADOS IMEDIATOS

Tente não entrar em pânico. A criança já vai estar assustada e acalmá-la fará com que você possa avaliar melhor a situação. Tombos e trombadas fazem parte do aprendizado. Passado o susto, observe se há cortes, sangramentos ou hematomas (os famosos roxos). Você pode fazer compressa com gelo, sempre protegido por um pano, para diminuir o inchaço. Você não pode: passar pasta de dente nem colocar nada quente, pois dilata os vasos sanguíneos. Se a criança ficar bem logo, dá para observá-la em casa. As 12 horas seguintes à batida são as mais importantes, mas fique atento pelos próximos dois dias se não há nenhuma alteração de comportamento. Um estudo publicado na edição deste mês da revista Pediatrics analisou 40 mil casos e apontou que, com um pouco de observação, as tomografias e raios X em crianças que batem a cabeça poderiam ser reduzidos para a metade. Em caso de dúvida, ligue para o pediatra.
 
CASO DE PRONTO-SOCORRO

Se o seu filho desmaiar, vomitar uma ou mais vezes, mostrar desorientação, continuar muito irritado após 15 minutos da queda, ficar muito mole e sem pique ou se o machucado não parar de sangrar, não pense duas vezes e vá ao hospital. Esses sintomas podem aparecer mesmo horas depois.
 
DORMIR OU NÃO DORMIR

As instruções não são tão rígidas assim. Você pode, sim, deixar seu filho dormir. A sonolência é normal após a batida e uma cochilada de até 20 minutos ajuda a relaxar. O que não pode é um sono muito profundo por mais de três horas seguidas, em que a criança não acorda logo que você chama ou para mamar, no caso dos bebês
 
PERGUNTE PARA O SEU FILHO

Se ele já sabe falar, pergunte se ele está tonto, enjoado, onde dói, se sente sono. No caso de você não estar por perto na hora do acidente, pergunte para a pessoa que estava com ele: o que estava fazendo quando bateu a cabeça; se estava em pé, sentado, correndo; de qual altura e de onde caiu; em que parte da cabeça foi a pancada e como foram as reações de seu filho.
 
PREVENÇÃO, O MELHOR REMÉDIO

“Por estar no colchão, as pessoas acham que a cama do casal é segura, mas não é nada se a criança estiver lá sozinha”, alerta Simone de Campos Vieira Abib, cirurgiã pediátrica da Unifesp e presidente da ONG Criança Segura. Berços devem ser regulados: conforme seu filho começa a ficar em pé e se apoiar nas laterais, posicione a grade acima da linha dos mamilos, para evitar quedas. Retire tudo que puder servir de apoio. Se ele já cresceu demais, é hora de passá-lo para a cama. Proteja escadas com grades e ensine que ele não deve subir na privada com a tampa fechada, pois ela pode se quebrar. E, por último, a regra mais importante: um adulto sempre por perto e sempre atento.