segunda-feira, 27 de junho de 2011

A pele do bebê no inverno

Veja 4 dicas para cuidar da pele do seu filho nesta estação


Basta o tempo esfriar para nos abastecermos de cremes e hidratantes. A nossa pele resseca, mas não necessariamente a do recém-nascido. “O hidratante só é indicado em bebês se houver necessidade: se a pele estiver áspera e esbranquiçada”, explica Silmara Cestari, coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Na hora de escolher o produto, dê preferência a cremes sem perfumes e hipoalergêncios e...

...prefira limpara o nariz da criança com água corrente. Se estiver fora de casa, use lenço descartável e não fraldas ou lenços umedecidos. “O tecido pode se tornar meio de cultura de bactérias. Use lenços descartáveis, uma só vez”, diz a médica.

...use vaselina e pomadas contra assaduras para proteger a área do nariz. A vaselina cria uma barreira para proteger a pele, mas, atenção: há o risco de formar um toldo que manterá as bactérias ali se houver inflamação no local.

...diminua o tempo de banho para, no máximo, 10 minutos. A temperatura tem de ser agradável, mas o menos quente possível. Use pouco sabão e prefira os glicerinados e os infantis.

...evite o uso de roupas de lã em contato com a pele. A lã e os tecidos sintéticos ressecam a pele. Por isso, use sempre peças de algodão por baixo. Na hora de dormir, um lençol com a dobra larga protege o rosto do bebê do contato com o cobertor. 

Fonte: Revista Crescer

sábado, 25 de junho de 2011

Nariz entupido

Como aliviar esse desconforto na hora que as crianças pegam uma gripe ou resfriado


Você sabia que o nariz é a porta de entrada do sistema respiratório e, assim, o local onde ocorre o início de uma infecção no seu filho? Bastam os vírus se instalarem nos cílios e mucosas nasais para dar início a um mecanismo de defesa. Então há grande produção de secreção, como forma de o organismo gerar anticorpos e outros elementos para combater os vírus responsáveis pelas doenças respiratórias. Pronto! O nariz do seu filho entupiu.

Para aliviar o desconforto e melhorar a respiração, deve-se fazer lavagens nasais com solução fisiológica e sempre estimular que a criança assoe o nariz várias vezes ao dia. Mesmo assim, a respiração pode ficar mais prejudicada ao anoitecer e, principalmente, quando ela deitar. Uma dica que ajuda é elevar um pouco o travesseiro e até investir em inalação com soro fisiológico para desentupir as vias aéreas.

Nos bebês, que ainda não conseguem assoar o nariz por conta própria, pode-se utilizar um bulbo macio de borracha para aspirar a secreção espessa. E lembre-se! Nunca use descongestionantes ou antiinflamatórios sem prescrição do pediatra do seu filho. Outras atitudes que ajudam são o cuidado com a casa:

- Para eliminar o pó, limpe a casa com pano úmido e aspirador diariamente. As vassouras levantam poeira;

- Troque as roupas de cama da criança duas vezes por semana;

- Retire tapetes, carpetes e bichos de pelúcia do quarto da criança;

- Não entulhe coisas em estantes, para evitar acúmulo de poeira e piorar ainda mais o desconforto do seu filho. 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uma mãe melhor (ainda) depois da separação


No meio das dificuldades que chegam após a separação, muitas mulheres descobrem que se tornaram mães ainda melhores. A jornalista Katia Michelle Bezerra, mãe de Helena, 7 anos, e separada há dois, conta como isso aconteceu com ela e com outras mulheres que já não vivem mais junto com o pai de seus filhos

Logo que me separei, estava em uma viagem de trabalho e um rapaz muito bonito se aproximou de mim no aeroporto, puxando conversa: ‘Você viaja muito?’, perguntou. Eu logo disparei, com olhos marejados: ‘Não. Depois que minha filha nasceu, fiquei mais em casa e depois da separação é ainda mais difícil deixá-la’. O que um desconhecido no aeroporto tem a ver com uma situação tão íntima vivida por mim, que normalmente sou bem mais discreta, eu não sei. Mas sei que eu queria afastar qualquer risco de distração de uma maternidade que estava cada dia mais latente.

Quando me casei, queria uma família. Nunca cogitei não ter filhos, apesar dos médicos serem meio reticentes quanto à minha fertilidade. Não foi uma obsessão, mas, quando engravidei, borboletas passaram a voar dentro de mim. Fiquei completamente apaixonada pela ideia de que um ser crescia dentro de mim e nem me dei conta que aqui fora as coisas começavam a degringolar. Helena nasceu há sete anos e me trouxe um outro dia a dia que eu tive que aprender aos poucos, assim como ela ia crescendo.

Quando minha filha tinha 5 anos, depois de algumas idas e vindas, eu e o pai dela nos separamos definitivamente. A partir daí, nós duas ganhamos de presente uma nova vida também. Quando duas pessoas têm um filho, duas culturas e seus conjuntos de crenças se unem para uma educação. Sozinha, eu tive que decidir se a fada do dente existe, se o coelhinho deixa pegadas na Páscoa e se o Papai Noel joga os presentes pelo telhado ou os deixa na porta da frente. Além é claro, de coisas bem práticas: artesanato ou natação depois da aula? Sobra dinheiro para isso? Ela continua na mesma escola, cuja mensalidade não consigo dar conta sozinha?

Me deparar com todas essas responsabilidades me deu medo. Mas quando se tem uma pessoa dependendo de você, o medo também impulsiona para frente. Não sei quem foi que disse que a gente precisa aprender a viver o que não planejamos. E lá estava eu, ou melhor, nós, em um vida que nunca pensei ter, mas à qual precisava me adaptar bem rapidinho.

Sem família na cidade onde moro, me mudei para perto da escola para facilitar a logística, troquei de emprego para algo mais estável e fui me adaptando às situações e suas adversidades. Nos primeiros meses, me voltei completamente para a Helena. Eu, que já era supreprotetora, tentei protegê-la ainda mais. Ficava tão perto, cuidando para que ela não sofresse, que nem me dei conta que talvez a estivesse sufocando.

ESTOURE A BOLHA

A verdade é que crianças se adaptam com muita facilidade às novas situações. Uma vez, uma colega olhou para minha filha com cara de dó e disse: ‘Que bom, agora você terá duas casas e vai ganhar dois presentes de Natal: um do papai e outro da mamãe’. E ela prontamente respondeu: ‘Mas é o Papai Noel quem traz os presentes!’ Na sua simplicidade, Helena foi resolvendo as coisas, o que não impediu, claro, de alergias aparecerem e o comportamento ficar mais arredio na escola.

A cada novo sintoma eu procurava a solução que achava mais rápida: homeopatia, terapia, deixar dormir mais tarde. Um chocolate? Não acho que tenha passado do ponto, mas vejo outras situações em que a mãe quer compensar a ‘perda’ de alguma forma e acaba exagerando no trato com a criança. Olhando para trás eu acho, sim, que me equivoquei em algumas situações. Era como se eu quisesse transformá-la na menina-bolha, igual àquele filme do John Travolta, ou forrar a terra inteira de colchões macios para que qualquer queda dela – física ou emocional – não doesse tanto quanto aquilo que eu estava sentindo.

Com o tempo, aprendi a não ser tão superprotetora. Entendi que as adversidades são também um motivo de crescimento e a cada dia a estimulo mais a desenvolver suas habilidades e a tomar decisões sozinha, do alto da maturidade dos seus 7 anos. Um exemplo? Depois de quase dois anos entre indas e vindas na minha cama, hoje ela é a primeira a ir para o quarto dela. Lê um livro, grita boa noite e apaga a luz, enquanto eu fico pensando no quanto ela amadureceu – e eu também – depois da separação.

NEM SEMPRE É RUIM

A psicóloga Lidia Weber, autora de mais de 15 livros sobre educação infantil, diz que as mães são quase sempre exageradas e isso fica mais evidente ainda com a separação. ‘Quando as mães se separam, acabam ficando sobrecarregadas com o dia a dia e elas são superlativas em tudo em relação ao pai, tanto para as coisas boas quanto para as coisas ruins’, diz.

Para ela, essa sobrecarga, somada à queda na situação econômica que normalmente uma separação acarreta, deixa as mães mais estressadas e consequentemente mais aptas a práticas inadequadas. Ela acompanhou uma pesquisa com 400 estudantes universitários que foi apresentada recentemente em um congresso na Itália. ‘É o que chamamos de pesquisa retroativa. Para saber como as mães agem, não adianta perguntar a elas e sim para os filhos’, explica.

Foram classificados cinco tipos de mães, baseados nas respostas e situação dos filhos na casa dos 20 anos: mães ótimas; mães em crise conjugal; mães medianas; mães zangadas e mães terríveis. ‘A maioria das mães que se separam são do segundo grupo, pois mesmo depois da separação não deixam de brigar com os ex-maridos’. Se a relação com o parceiro é ruim, isso pode causar problemas à criança. Nem sempre uma boa mãe vai conseguir lidar bem emocionalmente com a separação, portanto, é preciso que você se cuide e, se precisar de ajuda, procure um terapeuta

E, sobre isso, preciso dizer que tenho muito a aprender. Ainda não consegui enterrar todas as mágoas, mas é uma luta constante para mim. Tento ser cordial, mas percebo que isso é pouco para pais de uma menina linda e inteligente como Helena.

A boa notícia é que essa situação não acontece com todo o mundo. É possível ter separações tranquilas, quando pais e mães colocam a educação e o bem-estar dos filhos acima de tudo. ‘Existe uma solução para tudo. Nós aprendemos nossos comportamentos e quando tomamos consciência de que algo está errado, podemos mudar’, enfatiza a psicóloga. 

domingo, 19 de junho de 2011

Especial Funcionou Comigo: Você é separada e seu filho não quer que você namore?

Separação


A Gabriela vira e mexe fala pra mim que as minhas amigas podem namorar, mas eu, não. Sou separada e quero que ela entenda e aceite se eu tiver um namorado no futuro. Como posso explicar isso para ela? Késia Marina, 37, mãe de Gabriela, 4 anos

Que tal um novo amigo?

Quando encontrei alguém de novo, foi um amigo que ele já conhecia e chamava de tio. Aos poucos fui contando que estávamos namorando. Agora estamos noivos e meu filho está superanimado com o casamento. Lília Gusmão, 39, mãe de Guilherme, 9 anos

Mostre exemplos de outras pessoas

Não adianta querer fazer com que a criança entenda a qualquer custo algo tão complexo. Mostre exemplos, seja de famosos ou de alguém próximo a vocês. É uma forma de ela concretizar e ver que não há nada de errado com isso. Carla Silva, 38 , mãe de Pedro, 5 anos

Ela também vai namorar um dia

Expliquei, de maneira bem simples, que ainda era jovem e que é normal as pessoas adultas que se separam querer voltar a namorar. Disse que um dia ele também vai ser grande e vai querer namorar. Ele não gostou e até acho que não entendeu de primeira, mas é importante mostrar que é algo natural. Roberta Fernandes, 34, mãe de Christian, 4 anos

Veja se o problema não é com você

Percebi que olhar para outro homem era muito mais uma dificuldade minha de lidar com as mudanças do que do meu filho. Eu achava estranho essa história de namorado que não fosse o pai dele. Se isso estiver resolvido para você, tenho certeza que dará certo. Mostre que pai é pai e namorado é outra coisa! Amanda Vieira, 36, mãe de Gustavo, 7 anos

Vá aos poucos

Quando conheci o meu noivo, minha filha teve muito ciúme. Começamos a passear, viajar juntos e ele procurava participar do que ela estava fazendo, sem forçar uma situação. Aos poucos ele criou uma confiança e hoje é ela que o chama para brincar! Priscila dos Santos, 28, mãe de Cecilia, 2 anos e 7 meses

Diga que o namorado não vai tomar o lugar dela

A criança pode sentir que um namorado vai tirar o tempo que ela tem com você. Mostre para a sua filha que o namorado não vai tomar o lugar dela e que vocês poderão fazer muitas coisas juntos. Carla Maria Lopes, 41, mãe de Leonardo, 5 anos

O que diz a especialista?

Caso você tenha se divorciado recentemente, será preciso conversar com a sua filha sobre o assunto. Nesse momento, ela está com medo de ser deixada de lado e você precisa passar segurança e conforto. Analise a situação como um todo, para saber qual é a melhor forma de lidar com isso, tanto para você quanto para o seu ex-marido. Mostre o quanto você e o pai dela a amam, mas explique que vocês decidiram se separar porque não estavam felizes juntos, e que agora, como está sozinha, pode precisar da companhia de outro adulto. Apresente o namorado primeiro como um amigo, pergunte se ela quer conhecê-lo e crie oportunidades para que saiam juntos. Vá aos poucos para que ela se sinta segura e respeitada.

Fonte: Judith Wallerstein, psicóloga norte-americana especializada nos efeitos do divórcio nas crianças, nos pais e no casamento, autora dos livros Filhos Do Divórcio (ED. loyola) e Sobrevivendo à Separação (Ed. Artmed)</

sábado, 18 de junho de 2011

Paralisia infantil e sarampo: campanha simultânea de vacinação começa sábado (18)

O governo pretende imunizar mais de 14 milhões de crianças contra a poliomielite e mais de 17 milhões contra o sarampo. Fique atenta ao calendário de vacinação do seu filho!


Se seu filho tem menos de 5 anos, é preciso levá-lo a um posto de saúde em breve para a vacinação contra a poliomielite (doença que pode causar paralisia infantil). A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite, promovida pelo do Sistema Único de Saúde (SUS), começa no dia 18 de junho, sábado, e vai até 22 de julho em postos de saúde de todo o país. A segunda fase, onde as crianças recebem o reforço, acontecerá entre 13 de agosto e 16 de setembro. Nesse ano, a campanha vem com uma novidade: todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal, irão vacinar crianças entre 1 ano e menores de 7 contra o sarampo nos mesmos dias da imunização contra a pólio.

Mesmo que o seu filho tomado a vacina tríplice viral (que o protege contra sarampo, rubéola e caxumba) recentemente, ele tem de ser vacinado outra vez agora. Isso porque essa campanha do governo, que em geral ocorre em intervalos de três a cinco anos para reforçar a proteção das crianças contra o sarampo, foi antecipada em oito estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Minas Gerais e Pernambuco) por conta de um surto da doença na Europa. Nessas regiões, há um maior fluxo turístico no meio do ano por conta das férias escolares. Nos demais estados, a imunização vai começar em agosto, junto com a 2° fase da imunização contra poliomielite.

Sarampo

O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. A vacina é forma mais eficaz de prevenção.

Restrições

As restrições das gotinhas contra a poliomelite ficam para as crianças que estiverem com infecções agudas, febre acima de 38 ºC, diarreia, vômito, alergia a algum componente da vacina, como a estreptomicina e eritromicina, já apresentaram reação anormal às gotinhas (Sabin) ou crianças com deficiência imunológica em tratamento com imunossupressores. Mas vale consultar o pediatra da criança sobre a vacina. Além disso, não há contraindicação pelo fato de a criança tomar as duas vacinas, pólio e sarampo, juntas, no mesmo dia.

Outra forma de prevenção da poliomielite

Essa, no entanto, não é a única opção para proteger o seu filho contra a poliomielite. Nas clínicas particulares de vacinação, a alternativa, com a mesma eficácia, é a Salk (a dose é aplicada conjugada com outra vacina dependendo da idade da criança, e o preço fica em torno de R$ 200). A diferença entre elas está na composição. A Salk é feita com vírus morto (inativo) e é injetável. A Sabin, gratuita, é feita com vírus vivo e atenuado, aplicada via oral.

As dosagens de ambas no calendário de vacinação são as mesmas. As primeiras devem acontecer aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses e outro dos 4 aos 6 anos. Recebendo um dos tipos de vacina e nas idades recomendadas, seu filho já está protegido contra a doença. Isso não quer dizer que ele não possa participar das campanhas realizadas pelo Ministério da Saúde em termos de saúde pública.

“É fundamental manter a cobertura contra a poliomielite, porque, apesar de não haver mais casos no Brasil, ela não está erradicada em todo o mundo. Por isso, o risco de a doença voltar sempre existe, principalmente se alguém vem ao país com o vírus e encontra uma população desprotegida”, afirma Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, da Sociedade Brasileira de Imunização. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que em 2008 foram registrados 1.640 casos da doença, sendo que Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão são considerados endêmicos.

A OMS está discutindo a substituição da Sabin pela Salk. Isso porque há uma possibilidade de a criança desenvolver a doença por conta da vacina. “Uma vez que o vírus está vivo, eventualmente ele pode sofrer uma mutação no intestino da criança e provocar a paralisia. Mas isso é raro e a chance é maior nas primeiras doses de vida. A média de casos como esse é de 1 para cada 2 milhões de doses", diz Kfouri. Por esse motivo, segundo o especialista, há países, como Estados Unidos e Austrália, que já não utilizam mais as gotinhas. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

As crianças de hoje são mais fracas?


Novo estudo diz que sim. Segundo o pesquisador, a explicação é simples: hoje se passa mais tempo em atividades que não exigem esforço físico, como navegar na internet. Confira

Puxe pela memória. Quais eram as suas brincadeiras preferidas na infância? Empinar a pipa, subir na árvore, pular amarelinha, carrinho de rolimã...

Agora pense em que seu filho gosta de fazer para se divertir. Jogar videogame, navegar na internet e assistir televisão fazem parte da lista dele? Segundo um novo estudo conduzido pelo pesquisador esportivo Gavin Sandercock, da Universidade de Essex, na Inglaterra, as crianças de hoje são mais fracas do que há dez anos. E a resposta para essa perda de força muscular, segundo a pesquisa, está justamente nessa mudança de hábitos na infância.

Gavin descobriu que as crianças com 10 anos em 2008 estavam muito mais fracas do que as crianças que tinham essa mesma idade em 1998. “Eles se recusavam a fazer exercícios, muitas, aliás, nem sabia como começar”, diz Sandercock.

A pesquisa mostra ainda que, em dez anos, a quantidade de crianças que conseguiam fazer abdominais diminui 27% e dobrou o número dos que não se sustentavam o próprio peso em uma barra.

“Houve uma mudança no repertório das habilidades físicas das crianças", diz o professor Luiz Eduardo Greco, assessor na área de educação física da escola Projeto Vida, em São Paulo. "Elas deixaram de brincar na rua e subir em árvore para navegar na internet e jogar videogame, ou seja, perderam espaço para brincar, mudaram o repertório e, claro, tiveram a capacidade física diminuída”, completa.

E passar a fase mais ativa da vida sentado em frente a um computador por horas só pode trazer problemas. Segundo a pesquisa, por não ter uma musculatura desenvolvida, essas crianças quando adultas podem desenvolver osteoporose, um enfraquecimento dos ossos que aumenta o risco de fraturas.

Mas, o que fazer para tirar essa garotada do sofá? Para Luiz, a primeira coisa é o incentivo. Ajude seu filho a encontrar uma atividade física que ele goste e, claro, brinquem ao ar livre sempre que possível. “Para brincar, criança precisa de espaço e companhia. Energia, elas já têm de sobra", diz. 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dormir do lado esquerdo na gravidez é mais seguro para o bebê?


É o que diz um novo estudo. Ele mostra que gestantes que deitam viradas para o lado direito nas últimas noites antes do parto têm duas vezes mais chance de terem bebês natimortos. Saiba mais

Quando vai chegando perto dos últimos meses, os desconfortos na hora de dormir aumentam. Além da vontade de ir ao banheiro a todo momento, você gasta um tempo virando de lá para cá até encontrar uma posição ideal para acomodar o barrigão. E ela é fundamental! De acordo com uma nova pesquisa feita na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, dormir do lado esquerdo é mais seguro para a saúde do seu bebê.

Segundo os cientistas, gestantes que dormem sobre o lado direito do corpo ou com a barriga para cima no fim da gravidez têm duas vezes mais chances de morte prematura do bebê do que as mães que dormem apoiadas sobre o lado esquerdo.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram 310 mulheres neozelandesas que estavam grávidas e outras 155 que tiveram bebês natimortos quando estavam por volta da 28ª semana de gravidez, entre 2006 e 2009. As mães responderam a perguntas sobre a posição em que dormiam, a duração do sono e se acordavam frequentemente antes da gravidez, durante o último mês, semana e noite antes do parto.

Os cientistas queriam examinar também o efeito de distúrbios do sono, como apneia e ronco, na gravidez, já que eles poderiam causar a diminuição do oxigênio que chega ao bebê. No entanto, a análise dos casos mostrou que a posição em que as mães dormiam era um fator determinante das mortes prematuras.

Uma das possibilidades apontadas pela análise é a de que quando a mãe dorme de costas ou sobre o lado direito, o feto poderia comprimir sua veia cava inferior, que leva o sangue para o coração. Isso diminuiria a quantidade de sangue oxigenado que volta do coração para os órgãos da mãe e, em consequência, para o bebê.

Para o obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano, em São Paulo, a pesquisa é o pontapé inicial para outras maiores. "O estudo reforça uma recomendação dos médicos para as gestantes, pelo fato de que ela vai se sentir melhor ao se deitar do lado esquerdo. Nessa posição, ela não comprime a veia cava", diz. De barriga para cima ou deitada do lado direito, a grávida pode sentir falta de ar, sudorese fria e enjoo.

Mas fique calma! Isso não quer dizer que, se você despertar no meio da noite em uma dessas posições menos confortáveis, seu bebê corre risco de vida. "Outros estudos ainda são necessários para se afirmar essa relação", afirma a pesquisadora Tomasina Stacey, da Universidade de Auckland.